A possível quarta eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República, em 2026, representa um acontecimento de grande relevância para a história política brasileira. Caso seja confirmada pelas urnas, será mais uma demonstração da força da democracia e da capacidade do povo de escolher livremente o projeto de país que deseja.
Lula construiu sua trajetória política a partir das lutas dos trabalhadores e tornou-se uma das principais lideranças populares do Brasil. Seus governos ficaram marcados pela implantação de políticas sociais, pela valorização do salário mínimo, pela ampliação do acesso às universidades, pelo combate à fome e pela atenção às populações historicamente excluídas.
Uma quarta eleição poderá significar a continuidade de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades e à garantia de direitos. Também poderá fortalecer programas nas áreas de educação, saúde, habitação, geração de emprego e segurança alimentar, contribuindo para que o desenvolvimento econômico esteja acompanhado de inclusão social.
No campo da educação, um novo mandato terá a responsabilidade de ampliar os investimentos, valorizar os profissionais, fortalecer a escola pública e assegurar a implementação do novo Plano Nacional de Educação. Será igualmente necessário consolidar o Sistema Nacional de Educação e promover um verdadeiro regime de colaboração entre a União, os estados e os municípios.
Entretanto, uma nova vitória eleitoral não poderá ser entendida como um simples retorno ao passado. O Brasil de 2026 apresentará novos desafios: mudanças climáticas, transformação digital, necessidade de crescimento econômico sustentável, enfrentamento da desinformação e defesa permanente das instituições democráticas. Um quarto governo deverá combinar experiência política, renovação de ideias e diálogo com os diferentes setores da sociedade.
A importância dessa possível eleição também estará no seu valor simbólico. Um trabalhador de origem humilde, nascido no Nordeste e reconhecido internacionalmente, conquistar pela quarta vez a confiança da maioria dos brasileiros representará a reafirmação de que a democracia pode ampliar oportunidades e permitir que as camadas populares participem diretamente dos destinos da nação.
Todavia, nenhuma liderança está acima da crítica ou do dever de prestar contas. O apoio político deve caminhar ao lado da participação social, da fiscalização e da cobrança por resultados. Governar democraticamente significa ouvir a sociedade, respeitar as instituições e transformar compromissos eleitorais em ações concretas.
Assim, a quarta eleição do presidente Lula poderá representar mais do que uma vitória pessoal ou partidária. Poderá constituir a renovação de um compromisso nacional com a democracia, a soberania, a justiça social e a esperança. Caberá ao povo brasileiro, por meio do voto livre e consciente, decidir qual projeto será capaz de conduzir o país a um futuro mais justo, desenvolvido e solidário.
Emerson Araújo - Jornalista/Editor do Blog Bate Tuntum
terça-feira, 25 de agosto de 2026
Pesquisa Quaest: 54% dos maranhenses querem governador alinhado a Lula
A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24) mostra a influência que o presidente Lula ainda tem no eleitorado maranhense.
Segundo a pesquisa, 54% defendem o alinhamento político do próximo governador com o presidente. Outros 25% afirmam preferir um governador independente, enquanto 16% querem que o próximo chefe do Executivo estadual seja aliado de Flávio Bolsonaro (PL). Não souberam ou não responderam 5% dos entrevistados.
Para 45% dos entrevistados, o apoio do presidente aumenta a chance de votar em determinado candidato ao Governo do Maranhão. Outros 30% afirmam que o apoio não altera sua decisão, enquanto 21% dizem que a manifestação de Lula diminui a possibilidade de voto no candidato. Outros 4% não souberam ou não responderam.
Já com relação ao apoio de Flávio Bolsonaro, apenas 17% afirmam que o apoio do candidato do PL aumenta a chance de votar em um candidato a governador. Para 35%, uma manifestação de apoio de Flávio não altera a decisão de voto. Já 43% afirmam que o apoio do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro diminui a chance de votar no candidato beneficiado. Outros 5% não souberam ou não responderam.
Lula lidera com 24,58%
Dacordo com o levantamento, 24, 58% indicam voto à reeleição do presidente Lula (PT). O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem a preferência de 20%.
Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) 2%, cada.
Augusto Cury (Avante) 1% e Wilson Grassi (Democrata) o mesmo percentual. Os demais não chegaram a 1%. Indecisos 11% e 5% branco/nulo/não vai votar.
Foram entrevistados 900 eleitores no período compreendido entre os dias 20 a 23 deste mês. A margem de erro é de 3%, para mais ou para menos, e o nível de confiabilidade é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral com o número MA 02558/26.
Blog do Clodoaldo Corrêa
PF confirma que contratos citados em reportagens sobre Fábio Luís não foram assinados
247 – As investigações da Polícia Federal sobre negociações envolvendo a lobista Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, confirmam um ponto central sobre as reportagens que vêm mencionando Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: os contratos discutidos nas tratativas investigadas não foram assinados e os negócios não se concretizaram.
Segundo informações publicadas pela Folha de S. Paulo, a PF identificou três frentes de negociações que buscavam abrir negócios relacionados ao Ministério da Saúde. Entre elas estavam projetos envolvendo medicamentos à base de cannabis, testes de diagnóstico para dengue e outras arboviroses e possíveis parcerias produtivas com a Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego).
Nenhuma dessas iniciativas, porém, resultou nos contratos pretendidos.
O Ministério da Saúde também afirma que as iniciativas mencionadas na investigação não tiveram encaminhamento ou repercussão dentro da pasta e ressalta que suas aquisições seguem os procedimentos legais de contratação e licitação pública.
PF investiga tratativas que fracassaram
Uma das frentes envolvia a possibilidade de comercialização de medicamentos à base de cannabis. Segundo a investigação relatada pela Folha, as negociações chegaram a projetar vendas de aproximadamente R$ 627 milhões.
Havia discussões sobre a regularização de produtos para comercialização no Brasil e sobre uma possível remuneração pela intermediação dos negócios. O projeto, no entanto, não prosperou.
Especialistas consultados no contexto das apurações teriam considerado a operação inviável nos moldes em que estava sendo discutida.
Outra iniciativa pretendia vender testes rápidos para diagnóstico de dengue e outras arboviroses. As projeções chegaram a valores próximos de R$ 1 bilhão, mas novamente não houve contratação pelo poder público.
Também foram discutidas possíveis parcerias envolvendo a Iquego. As propostas acabaram reprovadas pela área técnica do Ministério da Saúde e não produziram contratos.
Segundo informações publicadas pela Folha de S. Paulo, a PF identificou três frentes de negociações que buscavam abrir negócios relacionados ao Ministério da Saúde. Entre elas estavam projetos envolvendo medicamentos à base de cannabis, testes de diagnóstico para dengue e outras arboviroses e possíveis parcerias produtivas com a Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego).
Nenhuma dessas iniciativas, porém, resultou nos contratos pretendidos.
O Ministério da Saúde também afirma que as iniciativas mencionadas na investigação não tiveram encaminhamento ou repercussão dentro da pasta e ressalta que suas aquisições seguem os procedimentos legais de contratação e licitação pública.
PF investiga tratativas que fracassaram
Uma das frentes envolvia a possibilidade de comercialização de medicamentos à base de cannabis. Segundo a investigação relatada pela Folha, as negociações chegaram a projetar vendas de aproximadamente R$ 627 milhões.
Havia discussões sobre a regularização de produtos para comercialização no Brasil e sobre uma possível remuneração pela intermediação dos negócios. O projeto, no entanto, não prosperou.
Especialistas consultados no contexto das apurações teriam considerado a operação inviável nos moldes em que estava sendo discutida.
Outra iniciativa pretendia vender testes rápidos para diagnóstico de dengue e outras arboviroses. As projeções chegaram a valores próximos de R$ 1 bilhão, mas novamente não houve contratação pelo poder público.
Também foram discutidas possíveis parcerias envolvendo a Iquego. As propostas acabaram reprovadas pela área técnica do Ministério da Saúde e não produziram contratos.
PF aponta “comunhão de interesses econômicos”
Embora os negócios não tenham se concretizado, a Polícia Federal investiga as relações mantidas entre as pessoas envolvidas nas tratativas.
Segundo a Folha, a PF afirma que Fábio Luís teria atuado em “comunhão de interesses econômicos” com Roberta Luchsinger e seria beneficiário indireto de ações realizadas pela lobista. A investigação também menciona o filho de Fábio Luís.
Essas afirmações fazem parte das linhas de investigação da Polícia Federal e são contestadas pelas defesas. Não significam, por si só, conclusão judicial sobre a prática de crimes.
A apuração também identificou pagamentos feitos por Roberta. Segundo a investigação, ela teria quitado cerca de R$ 217 mil em faturas de cartão de crédito de Marco Aurélio Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, em 2024, período em que buscava desenvolver negócios relacionados a canabidiol e testes de diagnóstico.
A defesa afirma que os valores corresponderam a empréstimos posteriormente quitados e nega qualquer irregularidade.
Embora os negócios não tenham se concretizado, a Polícia Federal investiga as relações mantidas entre as pessoas envolvidas nas tratativas.
Segundo a Folha, a PF afirma que Fábio Luís teria atuado em “comunhão de interesses econômicos” com Roberta Luchsinger e seria beneficiário indireto de ações realizadas pela lobista. A investigação também menciona o filho de Fábio Luís.
Essas afirmações fazem parte das linhas de investigação da Polícia Federal e são contestadas pelas defesas. Não significam, por si só, conclusão judicial sobre a prática de crimes.
A apuração também identificou pagamentos feitos por Roberta. Segundo a investigação, ela teria quitado cerca de R$ 217 mil em faturas de cartão de crédito de Marco Aurélio Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, em 2024, período em que buscava desenvolver negócios relacionados a canabidiol e testes de diagnóstico.
A defesa afirma que os valores corresponderam a empréstimos posteriormente quitados e nega qualquer irregularidade.
Reunião não resultou em contrato
A investigação também registra uma reunião de Roberta no Ministério da Saúde com representantes da empresa Duosystem, ocorrida antes de sua aproximação com o Careca do INSS.
Apesar do encontro e das tratativas, a empresa não obteve os contratos discutidos com o governo federal.
O mesmo padrão aparece nas demais frentes mencionadas pela investigação: houve conversas, propostas, projeções financeiras e tentativas de estruturação de negócios, mas não houve a concretização das contratações públicas investigadas.
A investigação também registra uma reunião de Roberta no Ministério da Saúde com representantes da empresa Duosystem, ocorrida antes de sua aproximação com o Careca do INSS.
Apesar do encontro e das tratativas, a empresa não obteve os contratos discutidos com o governo federal.
O mesmo padrão aparece nas demais frentes mencionadas pela investigação: houve conversas, propostas, projeções financeiras e tentativas de estruturação de negócios, mas não houve a concretização das contratações públicas investigadas.
Defesas denunciam distorção dos fatos
As defesas de Fábio Luís, Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Ribeiro negam irregularidades.
Os advogados questionam a divulgação fragmentada de informações da investigação e sustentam que vazamentos podem criar uma percepção equivocada sobre fatos que ainda estão sendo apurados, especialmente em meio ao processo eleitoral.
No caso dos pagamentos identificados pela PF, a defesa afirma que se tratava de empréstimos e que os valores foram quitados.
A defesa de Fábio Luís também rejeita as suspeitas levantadas a partir das mensagens e relações investigadas.
As defesas de Fábio Luís, Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Ribeiro negam irregularidades.
Os advogados questionam a divulgação fragmentada de informações da investigação e sustentam que vazamentos podem criar uma percepção equivocada sobre fatos que ainda estão sendo apurados, especialmente em meio ao processo eleitoral.
No caso dos pagamentos identificados pela PF, a defesa afirma que se tratava de empréstimos e que os valores foram quitados.
A defesa de Fábio Luís também rejeita as suspeitas levantadas a partir das mensagens e relações investigadas.
Ministério da Saúde diz que propostas não avançaram
A posição oficial do Ministério da Saúde reforça um elemento objetivo das apurações: os negócios citados não produziram contratos com a pasta.
Segundo o ministério, nenhuma das iniciativas mencionadas teve encaminhamento ou repercussão e as compras governamentais são realizadas de acordo com as regras de contratação pública.
Assim, embora a Polícia Federal continue investigando relações, conversas, pagamentos e eventuais interesses econômicos existentes entre os envolvidos, as próprias informações da apuração mostram que as três principais frentes comerciais examinadas não chegaram à etapa de contratação pelo governo federal.
O dado é relevante para distinguir dois aspectos diferentes do caso: de um lado, existem tratativas e relações que são objeto de investigação e que precisam ser esclarecidas; de outro, os contratos milionários discutidos nessas negociações não foram assinados nem executados pelo Ministério da Saúde.
A posição oficial do Ministério da Saúde reforça um elemento objetivo das apurações: os negócios citados não produziram contratos com a pasta.
Segundo o ministério, nenhuma das iniciativas mencionadas teve encaminhamento ou repercussão e as compras governamentais são realizadas de acordo com as regras de contratação pública.
Assim, embora a Polícia Federal continue investigando relações, conversas, pagamentos e eventuais interesses econômicos existentes entre os envolvidos, as próprias informações da apuração mostram que as três principais frentes comerciais examinadas não chegaram à etapa de contratação pelo governo federal.
O dado é relevante para distinguir dois aspectos diferentes do caso: de um lado, existem tratativas e relações que são objeto de investigação e que precisam ser esclarecidas; de outro, os contratos milionários discutidos nessas negociações não foram assinados nem executados pelo Ministério da Saúde.
Assinar:
Postagens (Atom)