Segundo informações publicadas pela Folha de S. Paulo, a PF identificou três frentes de negociações que buscavam abrir negócios relacionados ao Ministério da Saúde. Entre elas estavam projetos envolvendo medicamentos à base de cannabis, testes de diagnóstico para dengue e outras arboviroses e possíveis parcerias produtivas com a Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego).
Nenhuma dessas iniciativas, porém, resultou nos contratos pretendidos.
O Ministério da Saúde também afirma que as iniciativas mencionadas na investigação não tiveram encaminhamento ou repercussão dentro da pasta e ressalta que suas aquisições seguem os procedimentos legais de contratação e licitação pública.
PF investiga tratativas que fracassaram
Uma das frentes envolvia a possibilidade de comercialização de medicamentos à base de cannabis. Segundo a investigação relatada pela Folha, as negociações chegaram a projetar vendas de aproximadamente R$ 627 milhões.
Havia discussões sobre a regularização de produtos para comercialização no Brasil e sobre uma possível remuneração pela intermediação dos negócios. O projeto, no entanto, não prosperou.
Especialistas consultados no contexto das apurações teriam considerado a operação inviável nos moldes em que estava sendo discutida.
Outra iniciativa pretendia vender testes rápidos para diagnóstico de dengue e outras arboviroses. As projeções chegaram a valores próximos de R$ 1 bilhão, mas novamente não houve contratação pelo poder público.
Também foram discutidas possíveis parcerias envolvendo a Iquego. As propostas acabaram reprovadas pela área técnica do Ministério da Saúde e não produziram contratos.
PF aponta “comunhão de interesses econômicos”
Embora os negócios não tenham se concretizado, a Polícia Federal investiga as relações mantidas entre as pessoas envolvidas nas tratativas.
Segundo a Folha, a PF afirma que Fábio Luís teria atuado em “comunhão de interesses econômicos” com Roberta Luchsinger e seria beneficiário indireto de ações realizadas pela lobista. A investigação também menciona o filho de Fábio Luís.
Essas afirmações fazem parte das linhas de investigação da Polícia Federal e são contestadas pelas defesas. Não significam, por si só, conclusão judicial sobre a prática de crimes.
A apuração também identificou pagamentos feitos por Roberta. Segundo a investigação, ela teria quitado cerca de R$ 217 mil em faturas de cartão de crédito de Marco Aurélio Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, em 2024, período em que buscava desenvolver negócios relacionados a canabidiol e testes de diagnóstico.
A defesa afirma que os valores corresponderam a empréstimos posteriormente quitados e nega qualquer irregularidade.
Embora os negócios não tenham se concretizado, a Polícia Federal investiga as relações mantidas entre as pessoas envolvidas nas tratativas.
Segundo a Folha, a PF afirma que Fábio Luís teria atuado em “comunhão de interesses econômicos” com Roberta Luchsinger e seria beneficiário indireto de ações realizadas pela lobista. A investigação também menciona o filho de Fábio Luís.
Essas afirmações fazem parte das linhas de investigação da Polícia Federal e são contestadas pelas defesas. Não significam, por si só, conclusão judicial sobre a prática de crimes.
A apuração também identificou pagamentos feitos por Roberta. Segundo a investigação, ela teria quitado cerca de R$ 217 mil em faturas de cartão de crédito de Marco Aurélio Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, em 2024, período em que buscava desenvolver negócios relacionados a canabidiol e testes de diagnóstico.
A defesa afirma que os valores corresponderam a empréstimos posteriormente quitados e nega qualquer irregularidade.
Reunião não resultou em contrato
A investigação também registra uma reunião de Roberta no Ministério da Saúde com representantes da empresa Duosystem, ocorrida antes de sua aproximação com o Careca do INSS.
Apesar do encontro e das tratativas, a empresa não obteve os contratos discutidos com o governo federal.
O mesmo padrão aparece nas demais frentes mencionadas pela investigação: houve conversas, propostas, projeções financeiras e tentativas de estruturação de negócios, mas não houve a concretização das contratações públicas investigadas.
A investigação também registra uma reunião de Roberta no Ministério da Saúde com representantes da empresa Duosystem, ocorrida antes de sua aproximação com o Careca do INSS.
Apesar do encontro e das tratativas, a empresa não obteve os contratos discutidos com o governo federal.
O mesmo padrão aparece nas demais frentes mencionadas pela investigação: houve conversas, propostas, projeções financeiras e tentativas de estruturação de negócios, mas não houve a concretização das contratações públicas investigadas.
Defesas denunciam distorção dos fatos
As defesas de Fábio Luís, Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Ribeiro negam irregularidades.
Os advogados questionam a divulgação fragmentada de informações da investigação e sustentam que vazamentos podem criar uma percepção equivocada sobre fatos que ainda estão sendo apurados, especialmente em meio ao processo eleitoral.
No caso dos pagamentos identificados pela PF, a defesa afirma que se tratava de empréstimos e que os valores foram quitados.
A defesa de Fábio Luís também rejeita as suspeitas levantadas a partir das mensagens e relações investigadas.
As defesas de Fábio Luís, Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Ribeiro negam irregularidades.
Os advogados questionam a divulgação fragmentada de informações da investigação e sustentam que vazamentos podem criar uma percepção equivocada sobre fatos que ainda estão sendo apurados, especialmente em meio ao processo eleitoral.
No caso dos pagamentos identificados pela PF, a defesa afirma que se tratava de empréstimos e que os valores foram quitados.
A defesa de Fábio Luís também rejeita as suspeitas levantadas a partir das mensagens e relações investigadas.
Ministério da Saúde diz que propostas não avançaram
A posição oficial do Ministério da Saúde reforça um elemento objetivo das apurações: os negócios citados não produziram contratos com a pasta.
Segundo o ministério, nenhuma das iniciativas mencionadas teve encaminhamento ou repercussão e as compras governamentais são realizadas de acordo com as regras de contratação pública.
Assim, embora a Polícia Federal continue investigando relações, conversas, pagamentos e eventuais interesses econômicos existentes entre os envolvidos, as próprias informações da apuração mostram que as três principais frentes comerciais examinadas não chegaram à etapa de contratação pelo governo federal.
O dado é relevante para distinguir dois aspectos diferentes do caso: de um lado, existem tratativas e relações que são objeto de investigação e que precisam ser esclarecidas; de outro, os contratos milionários discutidos nessas negociações não foram assinados nem executados pelo Ministério da Saúde.
A posição oficial do Ministério da Saúde reforça um elemento objetivo das apurações: os negócios citados não produziram contratos com a pasta.
Segundo o ministério, nenhuma das iniciativas mencionadas teve encaminhamento ou repercussão e as compras governamentais são realizadas de acordo com as regras de contratação pública.
Assim, embora a Polícia Federal continue investigando relações, conversas, pagamentos e eventuais interesses econômicos existentes entre os envolvidos, as próprias informações da apuração mostram que as três principais frentes comerciais examinadas não chegaram à etapa de contratação pelo governo federal.
O dado é relevante para distinguir dois aspectos diferentes do caso: de um lado, existem tratativas e relações que são objeto de investigação e que precisam ser esclarecidas; de outro, os contratos milionários discutidos nessas negociações não foram assinados nem executados pelo Ministério da Saúde.