O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. Autor de clássicos como “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown” e “Mulher Brasileira”, o músico estava internado no Hospital 9 de Julho e enfrentava um câncer de próstata havia cerca de um ano.
A morte foi confirmada pela assessoria do artista. Segundo informações publicadas pela Agência Brasil, Benito estava em tratamento contra a doença. Até a manhã desta segunda-feira (19), não haviam sido divulgados detalhes sobre o velório e o sepultamento.
A publicação recebeu mensagens de artistas e amigos da família. Mumuzinho escreveu: “Que tristeza! Sua importância pra nossa música vive. Meus sentimentos”. Juçara Marçal agradeceu ao compositor: “Agradecida por tanto, Benito”. Fafá de Belém, Mariana Aydar e Maria Rita também manifestaram solidariedade.
O cantor e compositor Zeca Baleiro, que dividiu o palco com Benito em julho deste ano, prestou uma homenagem ao amigo em seu perfil no Instagram. “Meu amigo e ídolo genial Benito di Paula se foi. Dia triste para a música brasileira. Mais um pedaço bonito e inspirador do Brasil que se vai. Obrigado, parceiro querido, por tanta beleza”, escreveu.
Benito di Paula: o pianista que conquistou o Brasil com seu samba
Nascido Uday Vellozo, em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Benito di Paula cresceu em uma família ligada à música. O pai, ferroviário e músico amador, teve influência decisiva em sua formação.
O artista começou a carreira tocando em bares e casas noturnas. Passou por Santos, no litoral paulista, antes de conquistar o público da capital. Foi em São Paulo que se tornou um dos nomes mais populares da música brasileira nos anos 1970.
Em 1973, “Retalhos de Cetim” colocou Benito entre os grandes vendedores de discos do país. Seu estilo, marcado pelo piano, pelos arranjos românticos e pela mistura de samba com bolero e jazz, ganhou o rótulo de “samba-joia”.
Embora alcançasse enorme sucesso popular, o compositor enfrentou resistência de parte da crítica musical, que considerava seu samba excessivamente comercial. Benito rejeitava essa divisão entre música popular e música de prestígio.
O público continuou cantando suas composições. “Charlie Brown”, lançada em 1974, tornou-se um de seus maiores sucessos. Vieram ainda “Se Não For Amor”, “Do Jeito Que a Vida Quer”, “Vai Ficar na Saudade”, “Proteção às Borboletas” e “Tudo Está no Seu Lugar”.
Além dos discos e shows, Benito apresentou o programa “Brasil Som 75”, na TV Tupi. Suas composições foram gravadas por intérpretes como Roberto Carlos, Maria Bethânia e Alcione.
A TV Brasil também publicou uma homenagem ao compositor nas redes sociais, recuperando sua trajetória e a importância de seu repertório para a MPB.
Nascido Uday Vellozo, em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Benito di Paula cresceu em uma família ligada à música. O pai, ferroviário e músico amador, teve influência decisiva em sua formação.
O artista começou a carreira tocando em bares e casas noturnas. Passou por Santos, no litoral paulista, antes de conquistar o público da capital. Foi em São Paulo que se tornou um dos nomes mais populares da música brasileira nos anos 1970.
Em 1973, “Retalhos de Cetim” colocou Benito entre os grandes vendedores de discos do país. Seu estilo, marcado pelo piano, pelos arranjos românticos e pela mistura de samba com bolero e jazz, ganhou o rótulo de “samba-joia”.
Embora alcançasse enorme sucesso popular, o compositor enfrentou resistência de parte da crítica musical, que considerava seu samba excessivamente comercial. Benito rejeitava essa divisão entre música popular e música de prestígio.
O público continuou cantando suas composições. “Charlie Brown”, lançada em 1974, tornou-se um de seus maiores sucessos. Vieram ainda “Se Não For Amor”, “Do Jeito Que a Vida Quer”, “Vai Ficar na Saudade”, “Proteção às Borboletas” e “Tudo Está no Seu Lugar”.
Além dos discos e shows, Benito apresentou o programa “Brasil Som 75”, na TV Tupi. Suas composições foram gravadas por intérpretes como Roberto Carlos, Maria Bethânia e Alcione.
A TV Brasil também publicou uma homenagem ao compositor nas redes sociais, recuperando sua trajetória e a importância de seu repertório para a MPB.
Revista Fórum
